Caças chineses realizaram ações "perigosas" perante F-16 taiwaneses em dezembro
- 10/02/2026
Num primeiro incidente, um caça J-16 do Exército de Libertação Popular (ELP) disparou 'flares' -- dispositivos térmicos para desviar mísseis -- contra um F-16 taiwanês que o tinha intercetado quando a aeronave chinesa se preparava para cruzar a linha média do Estreito de Taiwan, segundo três fontes conhecedoras da operação citadas pelo FT.
No segundo caso, um outro J-16 voou "muito perto" de um F-16 da ilha "basicamente em posição de tiro", de acordo com outra fonte ouvida pelo jornal.
Os incidentes ocorreram no dia 29 de dezembro. Embora não tenham atingido o nível de gravidade verificado no início do mesmo mês, quando aeronaves chinesas apontaram radares de armas contra aviões japoneses, uma das fontes contrapôs que disparar 'flares' a curta distância é considerado particularmente perigoso, enquanto bloqueios de radar são mais comuns e não significam necessariamente uma ameaça imediata de míssil.
Num terceiro incidente, registado a noroeste de Taiwan, um caça J-16 voou por baixo de um bombardeiro chinês H-6K, numa manobra destinada a esconder a presença do caça dos radares taiwaneses.
As fontes citadas sugeriram que os pilotos chineses podem estar a ser pressionados a executar ações mais arriscadas do que o habitual, possivelmente devido às recentes purgas internas no comando militar lideradas pelo Presidente chinês, Xi Jinping.
Apesar disso, analistas citados pelo jornal acreditam que tais alterações não deverão desviar Xi do seu objetivo estratégico de reunificar Taiwan com a China continental -- uma meta que Pequim mantém desde 1949, considerando a ilha como uma "parte inalienável" do seu território.
Leia Também: Primeira-ministra japonesa com poder reforçado aberta ao diálogo com a China














