Brasil. Jovem com "ladrão" tatuado na testa detido (de novo)... por furto
- 28/01/2026
Ruan Rocha Silva, o brasileiro que ficou conhecido por ter tatuado na testa "eu sou ladrão e vacilão" e 2017 voltou a ser detido… por furtar.
O crime ocorreu esta terça-feira, dia 27 de fevereiro, quando o jovem de 25 anos foi apanhado em flagrante a surtar uma Unidade Básica de Saúde no bairro de Casa Grande, em Diadema, no Brasil.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, citada pelo g1, o jovem invadiu o estabelecimento por volta das 06h00 (hora local), conseguindo abrir uma porta da unidade. Lá, levou um aparelho de lavagem de alta pressão, saltando depois o muro das instalações, em fuga.
O incidente levou a que a polícia fosse acionada. Ruan acabou por ser localizado pouco depois dos factos, confessando o crime às autoridades.
O jovem foi, então, levado para a esquadra, onde foi definida uma fiança, que não foi paga.
"Ruan, que ainda portava o aparelho, confessou o furto e foi levado ao 3.º DP, onde foi lavrado o BO. O aparelho foi devolvido à UBS. O atendimento na unidade de saúde não foi prejudicado e ocorre normalmente no dia de hoje", afirmou a administração municipal.
Ruan já foi detido quatro vezes por furto desde 2018
Recorde-se que esta é já a quarta vez que Ruan é detido por furto pelas autoridades brasileiras, contudo, ficou conhecido antes de lhe serem conhecidos - oficialmente - os crimes.
Em 2017, quando Ruan ainda era menor, os Maycon Carvalho dos Reis e Ronildo Moreira de Araújo tatuaram a testa do jovem depois de, alegadamente, o terem apanhado a tentar furtar uma bicicleta de um homem com uma deficiência física.
Revoltados com a situação, os dois "resolveram tatuar o mesmo como forma de punição", escrevendo-lhe na testa "eu sou ladrão e vacilão". A realização da tatuagem foi gravada com o telemóvel de Maycon e partilhada através do WhatsApp onde rapidamente foi partilhada por várias pessoas, tornando-se viral.
Os tatuadores foram detidos pela polícia e condenados pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal.
Quando ao alegado furto da bicicleta, Ruan negou ter tentado cometer o crime: "Eu estava bêbado, esbarrei na bicicleta e ela caiu".
Após o incidente, foi criada uma angariação de fundos para ajudar o jovem a remover a tatuagem da testa. Ruan foi submetido a várias sessões, contudo, ainda permanece com algumas letras.
© Reprodução/G1
O jovem chegou ainda a ser internado numa clínica para tratar a sua dependência de estupefacientes durante 16 meses.
"A gente tem de viver um dia de cada vez. Já sei o que posso fazer da minha vida: estudar, trabalhar e viver a vida como cidadão. Hoje sei o limite das coisas. Droga derrotou muito a minha vida e a da minha família. Não quero mais, não tenho mais vontade de usar, só quero ficar limpo e andar para frente", disse ele, em 2017, em entrevista ao g1.
Apesar dos esforços, Ruan foi detido em março de 2018 por furtar dois desodorizantes num supermercado.
O jovem voltou a uma clínica para tratar os seus problemas de dependência, voltando a sair no final desse mesmo ano.
"Ele estava internado de forma voluntária, já tem mais de 18 anos e pode tomar as próprias decisões, ele não estava mais aderindo ao tratamento", disse na época a psicóloga Marcela Abrahao da Silveira, responsável pelo tratamento do jovem.
Pouco depois, em fevereiro de 2019, foi novamente detido por ser suspeito de furtar um telemóvel e um agasalho de funcionárias de uma unidade de saúde, acabando por ser condenado a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto.
Mais tarde, em 2022, foi detido em flagrante delito, após ter entrado num apartamento pela janela da casa de banho do mesmo e invadir a habitação, numa nova tentativa de furto.
Nessa altura, Ruan disse estar arrependido do crime, alegando que só o tinha cometido por estar sob o efeito de drogas.
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