Berlim coordena reação da UE a tarifas de Trump por causa da Gronelândia
- 18/01/2026
O governo alemão tomou nota do que foi expresso pelo Presidente dos EUA. O Governo está em contacto próximo com os parceiros europeus. "No seu momento decidiremos sobre as sanções adequadas", disse Kornelius na sua conta do X.
Até ao momento, nem o chanceler, Friedrich Merz, nem nenhum dos seus ministros se pronunciaram.
Na Alemanha, da parte das empresas privadas, houve reações e, por exemplo, o presidente da Patronal, Dirk Jandura, disse, em declarações recolhidas pelo jornal Handelsblatt, que se a imposição de tarifas se tornar uma arma política, no final só haverá perdedores.
O diretor do Instituto de Estudos Económicos de Berlim, Marcel Fratzscher, defendeu que era hora de a UE e a Alemanha fortalecerem as cooperações globais com a China e outros parceiros para enfrentar Trump.
"A Europa cedeu permanentemente a Trump no conflito comercial em vez de defender os seus próprios interesses e o multilateralismo. O erro está a ser pago agora porque Trump viu a fraqueza da Europa", disse ao Handelsblatt.
Estima-se que novas tarifas de 25% a partir de junho, como ameaça Trump se não conseguir controlar a Gronelândia, poderiam custar 0,2% do PIB alemão.
Donald Trump ameaçou no sábado vários países (Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia) com a imposição de novas tarifas alfandegárias até que "um acordo seja alcançado para a venda completa e integral da Groenlândia".
Esta sobretaxa, de 10%, entrará em vigor a partir de 01 de fevereiro e poderá subir para 25% em 01 de junho, disse Trump.
Uma reunião de emergência dos embaixadores da UE está prevista para hoje em Bruxelas, enquanto o Presidente francês, Emmanuel Macron, deverá conversar nas próximas horas com os homólogos europeus sobre esta crise inédita entre membros da Nato.
O presidente norte-americano, Donald Trump, tem reiterado a intenção de os Estados Unidos assumirem o controlo da Gronelândia, "a bem ou a mal".
A Gronelândia é um território autónomo sob soberania da Dinamarca, estrategicamente localizado no Ártico, com uma população de cerca de 50 mil pessoas.
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