Bélgica não aderiu ao Conselho de Paz após confusão com Bielorrússia
- 22/01/2026
"A Bélgica não assinou a Carta do Conselho de Paz. Este anúncio está incorreto", escreveu o vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, na rede social X.
A mensagem deve-se ao facto de a Bélgica constar entre os membros do Conselho de Paz ligado a Gaza, quando a intenção era mencionar a Bielorrússia, país do leste europeu, indicaram fontes governamentais à rádio e televisão públicas RTBF, citadas pela agência espanhola EFE.
A Hungria e a Bulgária são os únicos países da União Europeia nessa lista, que inclui também o Bahrein, Marrocos, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Egito, Indonésia, Cazaquistão, Kosovo, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Qatar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Uzbequistão.
"Queremos uma resposta europeia comum e coordenada. Como muitos países europeus, temos reservas quanto à proposta", acrescentou o chefe da diplomacia belga na sua mensagem.
Esta é a segunda vez, nos últimos dias, que os Estados Unidos se envolvem em aparente confusão em relação à Bélgica.
O pequeno país não apareceu na lista dos oito Estados europeus ameaçados de tarifas por enviar tropas para a Gronelândia, como França, Alemanha ou Reino Unido, apesar de a Bélgica ter enviado um oficial simbólico no contingente.
"Esta missão de reconhecimento está totalmente alinhada com os nossos esforços para reforçar a cooperação internacional. A região ártica exige uma abordagem comum de todos os aliados e a Bélgica está encantada por assumir as suas responsabilidades a este respeito", explicou o ministro dos Negócios Estrangeiros belga na altura.
Donald Trump assinou hoje a carta de criação de um Conselho de Paz em Davos, na Suíça, momentos depois de ter garantido que o organismo iria trabalhar "em coordenação" com as Nações Unidas.
"A carta está agora em vigor e o Conselho de Paz é agora uma organização internacional oficial", anunciou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na cerimónia, que contou com a presença de vários líderes que aceitaram o convite de Washington para participar no Conselho.
Pelo menos 35 dos cerca de 50 chefes de Estado e de Governo convidados concordaram em participar no Conselho de Paz, disse a Casa Branca na terça-feira, mas Donald Trump convidou hoje todos os países a aderir à organização.
O líder norte-americano reafirmou que o Conselho de Paz vai começar por se focar em Gaza, mas depois terá uma atuação global.
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