Após quatro anos de quimioterapia, mulher descobre que não tinha cancro
- 14/01/2026
Uma septuagenária recebeu uma indemnização de meio milhão de euros de um hospital, em Itália, depois de ter sido submetida a quatro anos de quimioterapia agressiva para tratar um cancro muito grave... que, afinal, não tinha.
A mulher tinha sido diagnosticada há 20 anos, de acordo com o jornal Corriere Fiorentino, e o tratamento severo acabou por afetar o seu sistema imunológico e a sua saúde mental.
Tudo começou em 2006, quando a paciente, na altura com 42 anos, fez exames no Hospital Universitário de Pisa, e foi detetado um problema. O diagnóstico veio logo de seguida: a mulher sofria de linfoma terminal, um cancro do sistema linfático que afeta os intestinos.
Entre janeiro de 2007 e maio de 2011, a italiana foi submetida a quimioterapia em altas doses e terapia com corticosteroides, o que causou um desequilíbrio hormonal e afetou gravemente seu sistema imunológico. A par disso, apresentou sintomas de depressão e ansiedade até que uma biópsia óssea, feita em 2011, finalmente revelasse que ela nunca tivera cancro.
A paciente apresentou uma queixa por negligência médica e recebeu uma indenização de 300.000 euros em primeira instância. Apesar disso, recorreu da sentença, alegando que o valor não era suficiente.
Na passada quinta-feira, o tribunal anunciou a nova decisão, aumentando a indemnização para 500.000 euros. Esse aumento "é inegavelmente justificado pela extraordinária angústia e sofrimento" suportados pela autora, conforme revela a sentença.
"O meu sistema imunológico foi destruído por esses tratamentos erróneos, inúteis e prejudiciais", disse a italiana ao jornal italiano Il Tirreno, explicando que sua saúde está muito debilitada e que ela está realmente doente.
"Sinto-me arrasada. Não consigo encontrar paz, mesmo depois dessa decisão", lamentou.
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