Antigo vice-governador da Georgia que enfrentou Trump candidata-se pelos democratas
- 03/02/2026
A corrida à nomeação para as eleições intercalares de novembro - em que enfrenta seis outros candidatos - tem obrigado Duncan a pedir desculpas públicas por posições assumidas enquanto republicano, em particular a oposição ao controlo de armas, a expansão do programa Medicaid da Geórgia e apoio a restrições ao aborto, de acordo com a agência AP.
"Ao contrário da maioria dos políticos, estou disposto a pedir desculpa por isso", disse Duncan perante ativistas numa ação de campanha.
Num estado crucial para as eleições no país e intensamente disputado pelos dois partidos, Duncan assume-se como a melhor hipótese dos democratas de quebrar o jejum de 24 anos com governadores republicanos sucedendo a Brian Kemp, que cumpriu dois mandatos e não pode voltar a candidatar-se.
"Sou o único que aparece nestas primárias democratas que está a construir uma coligação suficientemente grande de democratas, independentes e este grupo crescente de republicanos revoltados", argumenta o candidato.
Duncan foi vice-governador até às eleições de 2020, quando rejeitou as falsas alegações sobre fraude eleitoral feitas pelo Presidente Donald Trump, que tinha perdido para Joe Biden.
A oposição valeu-lhe o respeito de muitos democratas, e fez campanha por Kamala Harris nas presidenciais de 2024.
Outros republicanos que se afastaram da liderança de Trump são candidatos a cargos pelos democratas, caso do ex-congressista David Jolly, na corrida ao governo da Florida, e do ex-advogado George Conway, que disputa um lugar no Congresso pela cidade de Nova Iorque.
Também a disputar a nomeação democrata para o governo da Geórgia estão a ex-presidente da Câmara de Atlanta, Keisha Lance Bottoms, o ex-senador estadual Jason Esteves, o ex-comissário estadual do Trabalho, Michael Thurmond, e os deputados estaduais Ruwa Romman e Derrick Jackson.
Os norte-americanos vão votar a 3 de novembro a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, além de elegerem 36 governadores e outras autoridades locais.
Para Trump, estas serão eleições cruciais para a segunda metade do seu segundo e último mandato, pondo em jogo a estreita maioria republicana no Congresso.
O Presidente já iniciou ações de campanha semanais e planeia realizar uma Convenção Nacional Republicana antes das eleições intercalares, semelhante à organizada para a nomeação presidencial.
Os democratas intensificaram as críticas à administração Trump devido ao elevado custo de vida, incluindo habitação e cuidados de saúde, uma questão que gerou desconforto até entre setores da própria base eleitoral do Presidente.
A taxa de Trump desceu para um mínimo de 37% na sondagem do Pew Research Center, que atribui a queda do apoio "exclusivamente aos republicanos".
A popularidade de Trump em janeiro ficou abaixo dos 40% registados na última medição do Pew, em setembro, e do anterior mínimo (38%, em agosto) desde início do seu segundo mandato, há um ano, detalhou o centro de pesquisas.
A desaprovação do seu desempenho subiu para 61%, enquanto 50% consideraram as suas ações "piores do que o esperado" e 52% manifestaram apoio a "poucas ou nenhumas" das suas políticas.
Apenas cerca de um em cada cinco, 21%, considerou que o seu desempenho foi "melhor do que o esperado", e 27% manifestaram apoio a "todas ou à maioria" das suas políticas.
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