Agentes em ações anti-imigração em Minneapolis usarão câmaras corporais
- 03/02/2026
"Com efeito imediato, estamos a distribuir câmaras corporais a todos os polícias em serviço em Minneapolis. Vamos adquirir e distribuir rapidamente câmaras corporais às forças do DHS em todo o país", disse Noem numa publicação na rede social X.
"Assim que houver verba disponível, o programa de câmaras corporais será alargado a todo o país", adiantou.
O ex-presidente Joe Biden determinou em 2022 que os agentes federais usassem câmaras corporais, no âmbito de uma reforma das forças de segurança, mas o sucessor Donald Trump revogou esta ordem após o início do seu segundo mandato.
Perante forte contestação por todo o país às operações anti-imigração, e oposição no Congresso à atuação do DHS, Trump ordenou no sábado a retirada dos agentes federais de manifestações em Minneapolis e outras cidades governadas pelos democratas, mas prometeu que estes continuarão a defender as instalações do Governo federal.
"Dei instruções à secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, de que em nenhuma circunstância participaremos nos protestos ou tumultos em diversas cidades governadas por democratas, a menos que solicitem a nossa assistência", anunciou Donald Trump na sua rede social, Truth Social.
O chefe de Estado deixa, assim, a responsabilidade de garantir a segurança durante os protestos e responder a possíveis distúrbios nas mãos dos governos estaduais e das autoridades locais.
O uso de câmaras corporais é uma das exigências dos democratas no Congresso para aprovar o orçamento do DHS para os próximos meses.
A lista de exigências apresentada aos republicanos inclui ainda a identificação visível dos agentes e a obrigatoriedade de mandados, além do fim das patrulhas itinerantes, maior coordenação com as polícias locais e um código de conduta vinculativo.
O Governo Trump lançou em dezembro passado a chamada operação "Metro Surge", uma série de rusgas para deter migrantes indocumentados no Minnesota, um Estado governado pelos democratas.
As agressivas rusgas foram condenadas pelas autoridades locais e por milhares de manifestantes, que protestaram nas últimas semanas para exigir a saída daquele Estado dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE).
Perante a crescente tensão, Trump há tinha substituído na semana passada o comandante das operações, enviando para a zona o seu "czar da fronteira", Tom Homan, com vista a um "apaziguamento", apesar de ter assegurado que as rusgas prosseguirão.
Leia Também: Médico legista de Minneapolis declara morte de Alex Pretti homicídio














