Aberta investigação federal à morte de Alex Pretti em Minneapolis
- 30/01/2026
O anúncio foi feito pelo vice-procurador-geral Todd Blanche durante uma conferência de imprensa em que também divulgou novos documentos relacionados com o caso de Jeffrey Epstein, o influente empresário norte-americano condenado por crimes sexuais envolvendo menores.
"Estamos a analisar tudo o que possa esclarecer aquele dia", afirmou Blanche, referindo-se ao caso da morte de Pretti, na semana passada, em Minneapolis, morto a tiro em plena rua por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa).
O Departamento de Segurança Interna indicou também hoje que o FBI (polícia federal) vai liderar a investigação federal, após inicialmente ter sido anunciado que a Divisão de Investigações de Segurança Interna (HSI) conduziria o inquérito.
A secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, avançou a mudança numa entrevista à estação da Fox News na noite de quinta-feira, afirmando que o seu departamento acompanhará a investigação liderada pelo FBI e fornecerá toda a informação necessária.
A porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, confirmou hoje que o FBI lidera a investigação e que a HSI prestará apoio.
Em paralelo, a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), agência do Departamento de Segurança Interna, está a realizar a sua própria investigação interna ao tiroteio, durante o qual dois agentes abriram fogo contra Pretti.
Não ficou esclarecido quando nem por que motivo foi alterada a agência responsável pela investigação e também não foi clarificado se o FBI irá agora partilhar informações e provas com os investigadores do estado do Minnesota, que, até ao momento, tinham sido excluídos da investigação federal.
Na entrevista à Fox News, Kristi Noem distanciou-se de declarações feitas logo após os acontecimentos em Minneapolis, quando afirmou que Pretti tinha exibido uma arma e se tinha aproximado de forma agressiva dos agentes.
Vários vídeos divulgados posteriormente contradizem esta versão, mostrando que o enfermeiro de 37 anos tinha apenas um telemóvel na mão quando foi derrubado no chão, com um agente a retirar uma pistola da parte de trás das calças de Pretti enquanto outro disparava nas suas costas.
Pretti tinha uma licença estadual para transportar legalmente uma arma de fogo.
Noem disse que o contexto era "muito caótico" e que as autoridades estavam a trabalhar com a informação disponível na altura, procurando ser transparentes.
A mudança na liderança da investigação ocorre após a divulgação, na quarta-feira, de mais dois vídeos que mostram um confronto anterior entre Pretti e agentes federais de imigração, 11 dias antes da sua morte.
As imagens, datadas de 13 de janeiro, mostram Pretti a gritar com veículos federais e, num momento, aparentemente a cuspir antes de pontapear a luz traseira de um dos veículos, seguindo-se uma luta em que é forçado ao chão e depois foge.
Quando vira as costas para a câmara, é visível o que parece ser uma arma de fogo na sua cintura, sem que as imagens o mostrem a tentar pegar nela, e não é claro se os agentes federais a terão visto.
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